Welcome


I made this widget at MyFlashFetish.com.


I made this widget at MyFlashFetish.com.

Você conhece a Bbom? Essa é a oportunidade de você mudar o seu futuro!!!

Roots Download click here

Reggae dvd Download



domingo, 5 de setembro de 2010

Skank (1993)

Release

Primeiro disco do Skank, gravado como independente no período de julho a agosto de 1992 no, hoje extinto, estúdio JG de Belo Horizonte. Esse estúdio fez história com as gravações de Sepultura e De Falla para a Cogumelo Discos. O álbum foi produzido pelo próprio grupo. As onze canções apresentam os primeiros resultados da dupla Samuel Rosa e Chico Amaral, uma parceria com o poeta carioca Tavinho Paes, além de versões como "Tanto (I Want You)", "Let Me Try Again" e "Cadê o Pênalti?" que marcaram as temporadas em bares de Belo Horizonte. "In(Dig)Nação", que foi criada para um trabalho do videoartista Eder Santos, ganhou as ruas com as manifestações pelo impedimento de Fernando Collor. O álbum independente foi lançado em outubro de 92 e recebeu tiragem única de três mil cópias. Em fevereiro de 93, depois de contratado pela Sony, o Skank remixou seu primeiro disco no estúdio carioca Nas Nuvens com o engenheiro Paulo Junqueiro. O projeto gráfico de Marcus Barão foi mantido. O padrinho Maurício Valladares fotografou o grupo para o encarte. "Skank/93" Foi lançado em abril do mesmo ano e vendeu 250.000 cópias.

Músicas

1. Gentil Loucura


2. In(dig)nação


3. Salto no Asfalto


4. Macaco Prego


5. Tanto - (I Want You)


6. Homem Q Sabia Demais


7. Let Me Try Again


8. Baixada News


9. Réu e Re


10. Cadê o Pênalti ?


Calango (1994)

Release

Calango, nome de uma dança típica do norte de Minas, foi gravado no período de julho a agosto de 1994 no estúdio carioca Nas Nuvens, um templo do BRock. Para dividir a produção, o Skank convidou o engenheiro de som mineiro Gauguin, que já havia participado das gravações de "Skank/93" e o paulista Dudu Marote. Dudu, que a partir de então passou a trabalhar com vários outros nomes, teve seu nome conhecido pelo grupo a partir de um remix de "Baixada News" em meados de l993. Calango é o álbum em que o Skank mais se mostrou influenciado pelo dancehall jamaicano. Em meio a canções assinadas por Samuel Rosa e Chico Amaral surge uma versão para "É Proibido Fumar", de Roberto e Erasmo Carlos. Essa gravação também foi incluída no projeto "Rei", produzido por Roberto Frejat. O projeto gráfico de Jarbas Agnelli foi desenvolvido a partir de um trabalho do artista Ilson Lorca, figura conhecida no carnaval de rua do Rio, criado especialmente para as comemorações dos jogos do Brasil na copa do mundo. No encarte quem veste a fantasia é o baixista Lelo Zaneti. Jarbas, além de trabalhos como a capa de "Manual Prático Para Bailes, Festas e Afins" de Ed Motta, também dirigiu o clip de "Made in Japan" do Pato Fu, premiado no VMB 2000 da MTV. As fotos são de Cláudio Elisabetski. Calango foi lançado em outubro de 94 e vendeu 1.200.000 cópias.

Músicas

1. Amolação

2. Jackie Tequila

3. Esmola

4. O Beijo e a Reza

5. A Cerca

6. É Proibido Fumar

7. Te Ver

8. Chega Disso !

9. Sam

10. Estivador

11. Pacato Cidadão



O Samba Poconé (1996)

Release

Inspirado nos filmes da Atlântida com Zé Trindade, Renata Fronzi e Grande Otelo e nos pequenos circos que percorrem o país, o nome "O Samba Poconé" foi criado para batizar o disco do Skank de maior vendagem no Brasil e o primeiro, na carreira do grupo, a receber um cuidadoso lançamento no exterior. Único disco gravado em São Paulo, no estúdio Mosh, foi produzido por Skank e Dudu Marote. "É uma Partida de Futebol" inaugurou a parceria de Samuel Rosa com Nando Reis, dos Titãs, e "Zé Trindade", "Los Pretos" e "Sem Terra" receberam a participação de Manu Chao do grupo francês Mano Negra. A capa criada por Gringo Cardia reuniu pinturas do espanhol José Robles, responsável pelos painéis das fachadas dos cinemas de São Paulo. "O Samba Poconé" foi lançado em julho de l996 e vendeu 1.800.000 cópias.

Músicas

1. É uma Partida de Futebol

2. Eu Disse a Ela

3. Zé Trindade

4. Garota Nacional

5. Tão Seu

6. Sem Terra

7. Os Exilados

8. Um Dia Qualquer

9. Los Pretos

10. Sul da América

11. Poconé



Siderado (1998)

Release

Siderado, gravado no estúdio carioca AR, foi produzido pelos ingleses John Shaw, um dos produtores do grupo de reggae UB 40, e Paul Ralphs. O Álbum foi mixado nos estúdios de Abbey Road, Londres, espaço eternizado pelos Beatles. Siderado apresenta, além de trabalhos com Nando Reis e Chico Amaral, novos parceiros como Marcelo Yuka do Rappa em "Do Ben" e Rodrigo Leão do Professor Antena em "Saideira". O grupo instrumental Uakti participou em "No Meio do Mar" e Daúde em "Don Blás". O projeto gráfico foi criado por Marcus Barão a partir das pinturas de César Maurício, artista plástico e vocalista do grupo Radar Tantan. As fotos são de Bob Wolfenson. Siderado foi lançado em julho de l998 e vendeu 750.000 cópias.

Músicas

1. Marginal Tietê


2. Do Ben


3. Resposta


4. Siderado


5. Mandrake e os Cubanos


6. Os Homens das Cavernas


7. Romance Noir


8. Don Blás


9. Calipsoê


10. No Meio do Mar


11. Saideira



Maquinarama (2000)

Release

A gravação de "Maquinarama" em Belo Horizonte trouxe conforto ao grupo e conseguiu viabilizar as idéias desenvolvidas na pré-produção. O estúdio montado nos fundos da casa da mãe de Haroldo Ferretti, onde foi gravado "Rotomusic de Liquidificapum", o primeiro álbum do Pato Fu, recebeu o Skank em horário integral de janeiro a abril de 2000. O disco foi produzido por Chico Neves e Tom Capone. "Maquinarama" foi concluído nos estúdios 304 (RJ) e Toca do Bandido (RJ) e mixado no Mega (RJ) por Álvaro Alencar e Tom Capone e no Bearsville Studios (Woodstock/USA) por Jacquie Turner. Bob Ludwig, responsável por trabalhos de Rolling Stones, The Beatles, The Police e Pearl Jam, masterizou no Gateway Mastering Studios. As canções apresentam parcerias com Nando Reis, Lô Borges, Rodrigo Leão, Chico Amaral, Edgar Scandurra e Fausto Fawcett. A capa foi criada por Marcus Barão com imagens de um Cadillac 61 grafitado por Kenny Scharf, discípulo de Andy Warhol, contemporâneo de Basquiat e Keith Haring. É a segunda vez, apenas, que Scharf tem sua obra vinculada a um álbum. A primeira foi com "Bouncing Off The Satellites", do B-52's. O Skank, no encarte, foi fotografado por Weber Pádua. "Maquinarama" foi lançado em junho de 2000 e vendeu 250 000 cópias.

Músicas

1. Água e Fogo


2. Três Lados


3. Ela Desapareceu


4. Balada do Amor Inabalável


5. Canção Noturna


6. Muçulmano


7. Maquinarama


8. Rebelião


9. A última Guerra


10. Fica


11. Ali


12. Preto Damião


Ao Vivo MTV (2001)

Release

O projeto Ao Vivo MTV foi gravado no inverno de 2001 na Praça Tiradentes em Ouro Preto. Antiga vontade do Skank, surgida a partir da gravação do clipe de "Te Ver" na mesma cidade, esse álbum teve seu repertório escolhido a partir de votação dos internautas no site da banda. Também foi incluída uma canção inédita, "Acima do Sol", parceria de Samuel Rosa e Chico Amaral (única participação especial no CD/DVD).O álbum, primeiro trabalho com o produtor Liminha, foi mixado no estúdio Nas Nuvens, no Rio de Janeiro. O projeto gráfico de Marcus Barão foi desenvolvido a partir de fotos de Marcos Hermes e Nino Andrés. Ao Vivo MTV foi lançado em setembro de 2001 e vendeu 600.000 cópias.

Músicas

1. É uma partida de Futebol


2. Esmola


3. Pacato Cidadão


4. Jackie Tequila


5. Acima do Sol


6. Balada do Amor Inabalável


7. Três Lados


8. Tão seu


9. Saideira


10. Resposta


11. Te Ver


12. Estare Prendido en tus Dedos


13. Tanto (I Want You)


14. Canção Noturna


15. Ali


16. Garota Nacional


17. É proibido fumar



Cosmotron (2003)

Release

Cosmotron assim como o álbum anterior, foi produzido e gravado, durante cinco meses, no Estúdio Ferretti, em Belo Horizonte, em clima absolutamente informal, dirigido pelo produtor Tom Capone que já havia trabalhado com a banda em partes de Maquinarama. A maioria das canções traz a tradicional assinatura de Samuel Rosa e Chico Amaral. As exceções são "Resta um Pouco Mais", de Lelo Zanetti e Chico Amaral, "Dois Rios", com letra de Nando Reis sobre melodia de Lô Borges e Samuel, "Formato Mínimo" e "Por um Triz", textos de Rodrigo Leão (do grupo Professor Antena), e "Supernova", letra de Fausto Fawcett. E há a estréia da parceria entre Samuel e Humberto Effe (vocalista da seminal banda oitentista Picassos Falsos) na canção "Pegadas na Lua". O nome do disco que, assim como Maquinarama, brinca com um sufixo retrô refere-se a curiosa recorrência de temas cosmológicos, como estrelas, sol, luas e supernovas, espalhados pelo álbum. O material gráfico foi desenvolvido por Marcus Barão e Weber Pádua. Cosmotron foi lançado em julho de 2003 e vendeu 210 000 cópias.

Músicas

1. Supernova


2. As Noites


3. Pegadas na Lua


4. Amores Imperfeitos


5. Por um Triz


6. Dois Rios


7. Nômade


8. Vou Deixar


9. Formato Mínimo


10. Resta Um Pouco Mais


11. Os Ofendidos


12. É Tarde


13. Um Segundo


14. Sambatron



Radiola (2004)

Release

Radiola, primeira coletânea de sucessos, tem foco no material produzido no século 21 (nos discos Maquinarama, do ano 2000, e Cosmotron, de 2003). Além de oito hits remasterizados em Nova York pelo mesmo Michael Fossenkemper com quem a banda trabalhara em O Samba Poconé (1996), há quatro novidades para o público. "Um Mais Um", parceria de Samuel Rosa com Rodrigo Leão, e "Onde Estão?", de Samuel e Nando Reis, são totalmente novas e registradas especialmente para Radiola. O álbum traz ainda duas versões publicadas pela primeira vez: "Vamos Fugir", De Gilberto Gil e Liminha (lançada pelo compositor baiano e os Wailer em 1984), foi gravada para a campanha de verão das sandálias Rider, a mesma série de que já participaram Lulu Santos, Tim Maia, Paralamas e muitos outros; "I Want You" (do clássico LP Blonde on Blonde, de 1966) foi gravada no final de 1999 para um tributo a Bob Dylan que nunca chegou a ser lançado. Foi a primeira colaboração entre a banda e o produtor Tom Capone (com quem trabalharam nos dois discos de estúdio seguintes).

Revestindo as doze canções de Radiola, está o trabalho de Rob e Christian Clayton, dois irmãos do Colorado que trabalham na área de Los Angeles e já colaboraram com as revistas Rolling Stone e Zoetrope de Francis Ford Coppola. Também são responsáveis pela direção de arte do clipe “All Around The World”, do Oasis. A capa da primeira compilação do Skank, "Happy All The Day", fez parte da última exposição dos Clayton Brothers na galeria La Luz de Jesus (Los Angeles) em novembro de 2003. Ao mesmo tempo em que seu trabalho remete a outras "capas pintadas" da banda (Siderado e O Samba Poconé, por exemplo), ao mesmo tempo perverte essa tradição apontando ao surrealismo, à arte pop de vanguarda.

Radiola foi lançado em novembro de 2004 e vendeu 210 000 cópias

Músicas

1. Um mais Um


2. Três Lados


3. Vou Deixar


4. Amores Imperfeitos


5. Vamos Fugir


6. Balada do Amor Inabalável


7. Dois Rios


8. Onde Estão?


9. Ali


10. Formato Mínimo


11. Canção Noturna


12. I Want You


Carrossel (2006)

Release

Movimento e cores nunca faltaram no carrossel de emoções do Skank e olha aí que lá se vão nada menos que 15 anos desde que essa roda iluminada começou a girar. Quem estava lá lembra bem: tudo aconteceu justamente numa época em que o mercado brasileiro praticamente dava como encerrado o movimento de pop-rock da década anterior. Desconfiados mas atrevidos, os garotos de Belo Horizonte se recusaram a acreditar que não havia espaço para o novo e, com uma boa dose do velho espírito roqueiro faça-você-mesmo, gravaram um CD uma ousadia para tempos de vinil, ainda mais porque era (imagina!) feito de forma totalmente independente. Mas, ao saírem de casa mais cedo que as outras bandas, eles conseguiram guardar um bom lugar no carrossel daquela fervilhante e vertiginosa década de 90, liderando paradas e arrebatando corações com músicas como "É Proibido Fumar", "Te Ver", "É uma Partida de Futebol" e "Garota Nacional" faixa esta que ultrapassou as barreiras do país e fez dos caras de BH um fenômeno latino. Mas o tempo passa, o público fica mais velho, os filhos nascem, novos admiradores chegam e uma nova geração de artistas briga por sua vez de também andar naquele brinquedo chamado sucesso. E o Skank se movimenta junto. De outra forma, não estaria aqui, lépido e fagueiro, para lançar Carrossel, nono álbum de sua carreira.
Para entender como é que Samuel Rosa (vocais e guitarras, muitas guitarras), Henrique Portugal (teclados), Lelo Zaneti (baixo) e Haroldo Ferretti (bateria) chegaram a esse disco de canções buriladas e psicodelia madura que você tem nas mãos, é preciso antes lembrar das voltas que o Skank deu. Lentamente, aquela banda foi trocando o reggae dancehall com aromas brasileiros dos primeiros discos por um rock clássico, farto em refrões e sonoridades e aquele som que, aos ouvidos de muitos, parecia uma ousadia inconseqüente (principalmente a partir do CD Maquinarama, de 2000), hoje em dia é o mais puro Skank. "Carrossel é o nosso disco mais homogêneo, a síntese da nossa fase 1 com a fase 2", define Samuel, o principal melodista da banda. Trocando em miúdos, o que ele quer dizer é que no novo disco o Skank não abriu mão das experimentações, mas se manteve firme no compromisso com a música para tocar no rádio e tudo sem forçar barras, com aquela naturalidade que só a quilometragem de estrada pode dar. De novembro a junho, os músicos ficaram em Belo Horizonte compondo, preparando as bases, acionando os letristas, ensaiando e gravando o resultado. Chegaram a 25 faixas, das quais 15 ganharam seu lugar em Carrossel. "Das 10 que sobraram, umas seis ou sete poderiam estar lá", garante Samuel. É fertilidade e movimento, sem perder os ganchos pop.
Em caso de dúvida, vale começar o disco pelo primeiro single, "Uma Canção é Pra Isso", parceria de Samuel com Chico Amaral, o mais constante dos colaboradores da banda. Um power pop de primeira, com citação de "Pinball Wizard", do The Who, e letra que não esconde as intenções: "uma canção é pra trazer calor / é pra deixar a vida mais quente". Se é permitido apostar em outro hit para Carrossel, as fichas vão para "O Som da Sua Voz", outra de Samuel e Chico, com guitarras densas e emocionadas, beirando o Weezer, e mais um daqueles refrões capazes de prostrar o mais duro dos seres humanos: "quando a noite estender seu manto sobre nós / meu abrigo então será o som da sua voz". Abusando da clarividência amadora, uma faixa que também nasce com vocação para sucesso é a balada pianeira "Seus Passos", de Samuel com César Maurício, vocalista da banda Radar Tantã. Eis aí uma digna sucessora de "Dois Rios" (aquele hit do CD Cosmotron, de 2003) na programação do radinho que existe na cabeça de cada um dos seguidores do Skank. Ela é bem assim como diz o refrão: "eu sigo seus passos / a caminho do coração".
O título do disco é Carrossel, mas bem que poderia também ser Caleidoscópio. Porque, a cada giro da bolachinha sob o feixe de laser, novas cores se apresentam, em combinações sonoras que comovem, divertem, desorientam... De um lado, tem a garageira de "Até o Amor Virar Poeira", jovem guarda com saturação nos amplificadores e um dos psicodélicos solos de guitarra de Samuel. A viagem sixties pelas portas da percepção é refeita pelo Skank em faixas como "Panorâmica" (com intervenções de cravo e tímpano), "Balada Para João e Joana" (com a mais nova incorporação da banda: um banjo) e "Garrafas", na qual Chico Amaral veste de imagens surrealistas uma composição de Lelo que poderia estar em qualquer um dos volumes da compilação Nuggets: "as garrafas jogadas no chão, as garotas vestidas ou não, os bongôs marroquinos no chão / e ela me mostrou o seu violão que eu dedilhei". É puro Mutantes safra 1968.
Convidados especialíssimos deram as caras nesse Carrossel para partilhar da curtição do Skank. O ex-titã Nando Reis, parceiro desde o "É uma Partida de Futebol", volta a compor com Samuel em "Eu e a Felicidade", rock com violão folk, cordas, teclados Moog, solo psicodélico de guitarra e uma daquelas letras de inconfundível autoria: "e sem explicar eu olhei pra baixo / e vi no terreno um trevo de cinco folhas / que é muito mais raro / e eu entrei numa astronave". Humberto Effe, do grupo carioca Picassos Falsos, reaparece em duas músicas com Samuel, "Cara Nua" e "Notícia", que é uma suíte em três partes, nas quais rola de folk-country e psicodelia a drum'n'bass. Rodrigo F. Leão, do grupo paulistano Professor Antena, é outro que volta em discos do Skank, com "Anti-Telejornal", uma das faixas de acento latino do disco (a outra é a tex-mex "Um Homem Solitário", de Samuel Rosa, César Maurício e Chico Amaral). E por falar em César, que debuta em discos do Skank, ele também letrou "Lugar", balada psicodélica de Samuel, com refrão forte à la "With a Little Help From My Friends" na versão de Joe Cocker. Mas a grande estréia nas letras de Carrossel é a de um outro ex-titã, Arnaldo Antunes, que compôs com Samuel a balada folk "Trancoso" fechando o CD em bem-vindo clima praieiro.
Para embalar essa criação tão rica em sonoridades, foi convocado o mestre dos timbres Chico Neves, que trabalhara com o Skank em Maquinarama e produziu 11 das 15 faixas de Carrossel. As outras quatro ficaram a cargo de Carlos Eduardo Miranda, uma referência espiritual do rock feito no Brasil a partir dos anos 90, célebre pela produção do primeiro disco dos Raimundos e pela força que deu ao Skank desde a fase independente mais que um produtor, um velho brother da rapaziada. E por falar em embalar, antes que alguém pergunte pela capa, ela foi feita por Marcus Barão em cima do quadro pop-surrealista Carousel of Souls, do artista americano Glenn Barr, integrante do movimento underground que vem fazendo a mais rock’n’roll das artes plásticas (e os discos de rock com as melhores capas). Glenn é da mesma turma de Kenny Scharf (que fez a arte da capa de Maquinarama) e dos Clayton Brothers (dos desenhos que ilustram a da coletânea Radiola, de 2004). Tudo em casa, afinal não é de hoje que o Skank anda ligado nesse grande mundo véio de rock que gira e fascina, repleto de luzes e sons. Mas agora chega de papo furado, porque é hora de o Carrossel começar a girar no tocador de CDs. Boa diversão!


Silvio Essinger
Agosto de 2006

Músicas

1. Eu e a Felicidade


2. Uma Canção é pra Isso


3. Até o Amor Virar Poeira


4. O Som da sua Voz


5. Cara Nua


6. Mil Acasos


7. Lugar


8. Notícia


9. Garrafas


10. Panorâmica


11. Balada pra João e Joana


12. Trancoso


13. Antitelejornal


14. Seus Passos


15. Um Homem Solitário



Estandarte (2008)

Release

Fique tranqüilo, ninguém aqui vai recorrer àquele palavrão que feirantes e jornalistas burocras adoram repetir: mad**ro. É um pouco por aí, mas, ao mesmo tempo, não é. Após 17 anos de carreira, quase todos eles em posto hegemônico no pop nacional, o Skank chega ao décimo disco (incluindo na conta a coletânea Radiola) sem complexos e em paz com suas origens e essência. Quem já vendeu, entre CDs e DVDs, cerca de 5,5 milhões de cópias, teoricamente não precisa provar mais nada para ninguém. Até aqui, porém, Samuel Rosa, Henrique Portugal, Lelo Zaneti e Haroldo Ferretti trabalhavam sob uma patrulha auto-imposta: jamais soar presos a fórmulas vencedoras.

Em Estandarte, o que se ouve é uma banda que decidiu relaxar e, sem trocadilhos, fazer gozar. "Teu prazer é o meu estandarte", proclama Samuel na fervida faixa "Chão", balanço com tempero eletrônico e riff de guitarra à ZZ Top. "Céu que te convida/ Onde o som bater/ Eu me encaixo/ Groove na medida/ Eu te espero em cima ou baixo", avisa a letra do velho parceiro Chico Amaral, depois de mencionar de passagem a caliente "Hey Negrita", pérola funky dos Rolling Stones de 1976. Segundo Samuel, a idéia original perseguia outra referência stoniana, a discothèque "Emotional Rescue", de 1980, com vocais em falsete, dobrados.


Em discos anteriores, a simplicidade (dois acordes) da canção poderia ter sucumbido a cobranças internas. Desta vez, não. "Já tivemos esse pudor, mas agora nos permitimos ser bem mais espontâneos", revela o cantor.


A faixa de abertura, "Pára-raio", já chega chamando na chincha. Investe num balanço híbrido irresistível estilo Roberto Carlos ?71, entre o soul e a Jovem Guarda, com naipe de metais no indo-e-vindo e letra de Nando Reis: "Seu brinquedo imaginário/ Feito pra lhe distrair/ Paro dentro, entro e saio"... Não é duplo sentido, é ripa na chulipa mesmo, amigo. E isso sem falar no momento I-wanna-be-your-dog: "Lato intenso em detalhes/ quero você aqui".


Como brinca o próprio Samuel, trata-se de um discurso "menos assexuado, mais obsceno". Ou, como eu gostaria de colocar agora, com jeitinho: é papo convexo sob medida para o côncavo do pop brasileiro atual, tão carente de sexo em meio ao chororô emo e às ladainhas seriosas tipo "atitude consciente".


Estandarte é um feliz reencontro com o produtor Dudu Marote, velho companheiro que ajudou a transformar em discos de diamante (mais de um milhão de exemplares vendidos) os álbuns Calango (1994) e O Samba Poconé (1996). Como a intimidade é uma - você sabe, aquilo que a inveja também é... -, Dudu chegou sem nenhuma reverência. Ao criticar aqui e ali como outros produtores não ousariam fazer, fez subir o nível de exigência da banda. E deu um norte fundamental a partir do conselho de amigo: "Dêem mais risada, sejam mais despretensiosos".


Que fique bem claro aqui, como está nas 12 faixas do disco: o Skank não foi atrás de Dudu em busca de momentos gloriosos do passado, de uma suposta jamaiquice perdida. O vasto conhecimento do produtor em música eletrônica e balanço era exatamente o que o quarteto queria para evidenciar sua natureza de banda de levadas, de hits de pista e grooves. Acima de qualquer nostalgia por reggae, ska ou dancehall.


Estandarte foi gravado entre janeiro e agosto, em esquema diferente dos trabalhos anteriores: aos poucos, nos intervalos que a agenda de shows permitia. A maior parte das composições evoluiu a partir de levadas lapidadas em jams no estúdio Máquina, em Belo Horizonte. Valeu o azeitamento que a estrada proporciona: muito do que foi tocado nessas sessões "brutas" sobreviveu na versão final - em especial, os teclados.


Na faixa "Notícias do Submundo", a guitarra é toda de primeiro take, sem overdubs. Os mais cultos irão detectar Homero e Rimbaud na letra, mas a massa roqueira deve viajar mesmo é com o psicodelismo quase garageiro exposto.


As influências sessentistas e beatles não foram abandonadas. "Escravo" hipnotiza com o groove à go-go filiado a "Taxman" e tantos outros hits da década-chave do rock, o charme exótico da sitar a sublinhar a letra romântico-muçulmana (!). "Assim Sem Fim", parceria com Cesar Mauricio (ex-Virna Lisi e Radar Tantã) tem roupagem que cabe no que eles chamam de encontro de LCD Soundsystem com John Lennon. Mas na alma e na cervical melódica é puro Clube da Esquina.


E espere até ouvir "Sutilmente", uma daquelas baladas de simplicidade brilhante, feita a partir de linda letra de Nando Reis e emoldurada em luxuoso arranjo de cordas... Fica evidente que também não há ruptura com a canção mineira, até porque ela está na essência do grupo muito antes de "Resposta" (antes até de ele adotar o nome Skank...). "Este disco é, mais do que qualquer outro, a síntese de tudo o que o já fizemos. Se é que uma banda pode fazer a síntese de tudo que ela fez, 15 anos depois...", questiona Samuel.


Um bom resumo de Estandarte é a faixa que já está nas rádios, nos tocadores de mp3 e no coração dos fãs. "Ainda Gosto Dela" é um docinho pop edulcorado pelos vocais de apoio de Negra Li, que acariciam nossos ouvidos uma oitava acima de Samuel. Romântica, naîf e digna sucessora de hits como "Dois Rios", com efeitinhos eletrônicos na moldura do refrão mais beniano (de Jorge Ben, bem entendido!) já ouvido nas últimas três décadas. Uma mistura original e pra lá de brasuca, amostra perfeita do que o talento de Haroldo, Lelo, Henrique e Samuel vem produzindo há 17 anos.


Na capa, uma bela pintura a óleo honra a tradição da arte pop surrealista na embalagem dos discos do Skank. A despeito do que o clima "menos assexuado" do disco possa sugerir, a loira pelada com o olho a verter um líquido verde não é decorrência de briefing algum. Ela é fruto da visão particular do paranaense Rafael Silveira, 29 anos, um artista influenciado pela publicidade dos anos 1940 e 1950, por quadrinistas como Robert Crumb e pelos pintores Mark Ryden e Eric White. No encarte, outras nove obras dão a dimensão do talento de Rafael, já reconhecido pela editora americana Dark Horse, que edita os livros de Frank Miller.

Pedro Só - outubro de 2008

P.S.: Por essas e outras é que duas feras americanas trabalham com o Skank direto, garantindo uma qualidade superior de som: Michael Fossenkemper, responsável pela mixagem de O Samba Poconé, e Radiola, e o legendário Bob Ludwig, que assina a masterização. Não é uma correria qualquer para os gringos. Desta vez, Bob até fez questão de elogiar a perfeição técnica de "Chão". Vindo que quem está acostumado a mexer com sons de Paul McCartney, Nirvana e Led Zeppelin, não é pouca coisa.

Músicas

1. Pára-Raio


2. Ainda Gosto Dela


3. Chão


4. Canção Áspera


5. Noites de Um Verão Qualquer


6. Escravo


7. Notícias do Submundo


8. Sutilmente


9. Um gesto qualquer


10. Assim Sem Fim


11. Saturação


12. Renascença





0 comentários:

Related Posts with Thumbnails

Parceiros Top - Vale a Pena Conferir



abstrato reggae roots



  © Blogger template 'External' by Ourblogtemplates.com 2008

Back to TOP