Marcus Mosiah Garvey
Marcus Mosiah Garvey. Oratória - ou lábia - era o que não faltava a Marcus Mosia Garvey, um Jamaicano nascido em St.Ann, em 1887, descedente dos maroons. Saudado hoje em dia como um dos mairos l´deres negros de todos os tempos - para alguns em exagero, só perdendo em importncia histórica e influêcia para Martin luther King - , a verdade é que Garvey nunca conseguiu, enquanto estava vivo, uma unanimidade em torno de seu personalidade e, principalmente, de seus idéias. Profeta, aventureiro, visionário, sonegador, - todos os rótulos cabem à sua pessoa, nenhum deles completamente sem nenhuma razão.Sua Trajetória errante, missionária à sua maneira - começou quando tinha 15 anos, mudou-se para kingston. Depois de perambular pelo circuito dos subermpregos, fixou-se no mundo de comunicações local. Fosse por instinto, fosse por sua pura coincidência, essa escolha caiu-lhe como uma luva. Orador nato, líder natural, ele teve contato com as nações básicas de jornalismo - e descobriu a força da imprensa.
Em pouco tempo, mais precisamente em 1907, estava à frente de uma greva de impressores. A partir daí, Garvey vislumbrou uma (nunca concretizada) carreira polítíca tendo como base a luta por melhores condições de vida - e trabalho - para os negros.
Partiu e seguida para uma peregrinação que o levaria à Costa Rica, ao Panamá (onde fundou um jornal chamado de La Prensa, de vida curta), visitando também países como Equador, Nicarágua, Honduras, Colômbia, e Venezuela. Em todos esse lugares, encontrou surcusais da miséria e da exploração que tão bem conhecida da Jamaica. Sua visão das coisas ampliou-se. Não era apenas o povo oprimido do seu país que precisava de ajuda. O Mundo - ou pelo menos aquele que Garvey conhecia - clamava por direitos iguais e justiça social. Em visita à Inglaterra, e 1912, entrou em contato direto com as idéias de gente como o escritor Booker T. Washington e o professor Edward Wilmot Blyden. Os dois, Teóricos da diáspora negra, tiveram grande influência sobre Garvey.
Assim que pisou novamente em solo Jamaicano, em Julho de 1914, Garvey passou da teroria a prática. Duas semanas após sua chegada, nascia a Communities League, nome quilométrico para uma organização que pretendia lutar por melhores condições de vida para os negros. No caso específico das Universal, a ênfase era na igualdade (e qualidade) de ensino.
Só que as idéias de Garvey tinha chegado antes do tampo à Jamaica. Naquela época, ainda fortemente influenciado pela cultura e pelos modosaristocráticos da Inglaterra, a maior parte da população queria tudo, menos lembrar de suas origens. No dia-a-dia em frente ao espelho, o sonho era acordar um belo dia com longos cabelos loiros, pele clara e, se possivel, com neve na porta de casa. Eram as seqiuelas do colonialismo - algo que quaquer brasileiro conhece muito bem.
Decepcionado com a falta de apoio as suas idéias, entre seu próprio povo, Garvey deixou, mais uma vez a Jamaica e, em 1916, foi para os Estados Unidos. Na América, fincou bandeira em New York, depois de um ano correndo vários estados. Em 1917, fundou no Harlem a Universo Negro Improvement Association ( Associação Universal para o Progresso do Homem Negro), para ele, a a sequencia natural da organização natural que havia criado - sem sucesso - na Jamaica. O lema da UNIA: Um Deus, Um Objetivo, Um Destino.
O novo Mundo não era para os negros. A África, sim, era seu ponto final, seu porto seguro, seu lar abandonado. E a Etiópia, a terra prometida, " a terra de nossos pais", como como costumava dizer Garvey em seus discursos inflamados.
Sua retórica, sau apatente convicção e seu poder de lidar com as massas - Garvey não gostava de ser chamado de pregador e se considerava um políco acima de tudo - conquistaram rapidamente adeptos entre a comunidade negra de New York.
Não demorou muito e sua fama se espalhou pela Ámerica.
Aprendiz de publicitário - Garvey soube muito bem capitalizar aquilo que nunca tivera antes em sua vida: popularidade. De uma tacado só - apoido nos conhecimentos que adquirira tempos atrás em kingston - fundou um jornal (The Negro World) e uma revista (The Black Man). Ele sabia como era importante ter meios para difundir mensagens.
Garvey queria mais. Em 1919, crou a Black Star Line, companhia de navegção a favor da causa negra - o que quer que isso significasse. As açoes da BSL eram vendidas a cinco dólares por pessoa. Por solidariedade, por desesperança ou por ingenuidade, o fato é que a idéia vingou rapidamente e fez na conta de Garvey muitos dólares. Um bom negócio, de qualquer forma.
Sua popularidade crescia a cada dia. Seguidores surgiam de Chiocago e St. Louis. Seus comícios cada vez atrai mais gente e chegavam a lotar lugares como o Madison Square Garden.
Sentindo-se forte, resolveu arriscar e, em uma audaciosa (ou, se preferir, bizarra) jogade políca, enviou uma comissão a uma reunião da ONU, logo após o fim da primeira guerra mundial. Seu Objetivo: que alguns territórios ocupados pelos alemães fossem entregues aos negros americanos por sua contribuição no conflito. Claro, a proposta foi recebida com escárnio.
Indiferete a isso, seguiu fortalecendo sua organização. Em 1920, Comprou e reformou um felho cargueiro. A sucata renascida ganhou um nome - SS Frederik Douglas - e uma rota - Estados Unidos-Jamaica.
Sua idéia era, mais tarde, estender os serviços da Black Star Line até a África. Não deixa de ser estranho ver a mesma pessoa que pregava o retorno àquele continente com veemência quase religiosa criar uma linha marítima para esse fim. Era como se ele dissesse para as masas: "Voltem para a África". E, baixinho, completasse para seus botões: "De preferência, no meu navio".
Seus detratores, contudo, não conseguiram gravar essa conversa. E Garvey seguiu em sua "missão", cada vez mais influente, cada vez mais forte. Reza a lenda que ele chegou a se encontrar, na Lousiana, com integrantes da Ku-Klux-Klan, em busca de apoio o repatriamento dos negros para a África. Ousadia, contradição e demagogia em uma mesma ação. Bem Marcus Garvey. Bem Possível.
Em 1923, contudo, começou a entrar água na Black Star Line, que, mal administrada, embicou rumo ao fundo do mar, levando Garvey junto. O governo, america acuso-u de fraude e sonegação de imposto. Forte de retórica, mas frágil, na argumentação com números, Garvey foi derrotado nos tribunais e condenado a prisão, um ano depois. Sem conseguir vencer uma apelação se quer, passou a ver o sol da liberdade anscer quadrado, todos os dias, em uma cela em Atlanta.
Em 1927, sua pena foi abreviada e ele foi deportado, indo parar no Panamá antes de seguir para a Jamaica, que inicialmente tentou barra sua entrada. O governo colonial temia que a volta de Garvey fizesse aflorar na ilha um sentimento de ódio em relação a minoria branca.
Nem era preciso inventar coisas para atingir Garvey. Para feri-lo, bastou a indiferença que ele foi recebido assim que conseguiu regressar ao seu país. Ele ainda tentou reviver a UNIA, mas sem sucesso. Magoado, enfraquecido político e fisicamente, Garvey voltou a fria Inglaterra, onde morreu de pneumonia em 1940, sem nunca ter pisado na África.
As idéias de Garvey, contudo, se prolongaram beneficamente naquele continente. Seu discurso por igualdade e orgulho racial esteve por trás de quase todos os movimentos de libertação que atingiram, anos depois, várias colônias africanas.
Na Jamaica, o maior legado de Garvey treia sido uma frase - ou melhor, uma professia - feita numa igreja em Kingston, em 1927: "olhem para a África. E em breve um rei negro será coroado e o dia da lebertação virá. Ele será o nosso Redentor".
Obs: No livro Catch Of Fire: The Life Of Bob Marley, Timothy White vai contra a maré da unanimidade e afirma que quem disse essas palavras não foi Garvey e sim o reverendo James Morris Webb, de Chicago, um dos maiores aliados de Garvey na ámerica.




























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